sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Rock in Rio 2017 - Nós Fomos!



Ir ao Rock in Rio é sempre muito emocionante. Para mim que fui a várias edições aqui no Rio, desde a primeiro em 1985, toda vez que os fogos começam e toca a música oficial, eu me arrepio, o coração bate mais forte. Os fogos estourando e colorindo o céu aliados com as palavras cantar, sonhar, amar, se dar e viver têm um poder de mexer comigo.
 


Viver essa emoção junto com as filhas não tem explicação! É muito bom!
Rock in Rio com crianças

Traz um companheirismo muito legal, nos coloca literalmente na mesma vibe.



Em alguns momentos quando eu estava lá cantando, gritando, pulando, percebo aqueles olhares tipo: "essa é a minha mãe?!". Sim, essa é a sua mãe! Por que não?!

O Rock in Rio desde a sua primeira edição melhorou bastante em termos de infraestrutura e de atrações. Para quem foi no perrengue do primeiro sente como a organização melhora a cada edição, apesar de sempre ter reclamações, é claro.

Esta versão de 2017 está grandiosa, ocupando o Parque Olímpico (mais um motivo de grande emoção: voltar ao Parque Olímpico), e cheia de atrações. Em apenas um dia de festival não deu para ver quase nada do tanto que a Cidade Olímpica oferece. Passamos Rock in Rio Boulevard e sua calçada da fama em homenagem aos grandes nomes da música mundial, fomos no palco Digital, passamos pelo palco Eletrônico, ficamos no palco Mundo.


E fomos no Mega Drop. Ui! Que frio na barriga!


Mas valeu ter a vista do alto de toda a Cidade do Rock e do mar de gente que estava lá embaixo.


Por ter uma estrutura grande demais acabei me movimentando menos do que nas outras edições. Com um espaço menor ficava mais fácil ir do Palco Mundo para o Palco Sunset e entre um show e outro, e retornar em tempo de ver o próximo. Acabei circulando apenas pela parte em azul no mapa da Cidade do Rock. Fiquei com gostinho de quero mais, como sempre fico em todas as edições.





Mesmo estado cheio foi bem tranquilo ir com as filhas, com já fui em anos anteriores. Basta levar bolsa pequena, documentos, um biscoito ou outro, roupas leves. Deu para comprar bebida e comida na boa (com uma certa fila, é claro, mas nada demais. Filas que encontramos em finais de semana nos shoppings.). Nem encontramos caos nem nos banheiros. Tinha fila sim, mas nenhum absurdo (costumo pegar filas maiores nos banheiros de shoppings ao término de uma sessão de cinema).

Fomos no dia 16/09 para os shows do Skank, Shawn Mendes, Fergie e Maroon 5.

Cadê a foto das pulseiras para eu colocar aqui?! Não acredito que não fotografei!





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sábado, 16 de setembro de 2017

A Semana 37 - Feliz por Tudo



Sentei para escrever este post com as pequenas felicidades da semana, com as coisas simples que me fizeram mais feliz, com os meus motivos para agradecer, com uma sensação enorme de leveza e alegria. Com a sensação de estar com o espírito livre. 

A semana foi boa sim. Boa como muitas outras. Com problemas a serem resolvidos e momentos para serem desfrutados. 

Teve tempo para tranquilidade, calmaria e muito carinho em casa.


Fico muito grata pela troca de carinho e amor que vejo na minha casa. Eles ensinam sobre a importância de regar as relações.

Teve almoço em família. 


Fico muito grata pelos momentos de lazer em família. Mais do que consumir uma boa comida, eles ensinam a se relacionar melhor.

Teve cinema em casa. Assisti ao filme "Os Nossos Meninos" baseado no livro "O Jantar". O filme trata de questões familiares, do papel dos pais, fala levemente da importância dos pais acompanharem o acesso à internet (é através de vídeos violentos que a violência dos adolescentes é estimulada), e fala principalmente moral, ética e proteção familiar, onde a escolha é sempre difícil.
Ótimo! Eu recomendo muito. Falei dele no post "Filme Os Nossos Meninos". Está gratuito no Now.


Fico muito grata sempre que consumo cultura de qualidade. Mais do que consumir cultura, esses momentos nos ensinam a ter uma visão menos ortodoxa da vida. 

Teve Bienal do Livro 2017. Já contei aqui no blog, no post "Bienal do Livro, Felipe Neto e uma Mãe de Adolescente", a saga dessa mãe de adolescente em busca da senha para a filha tirar uma foto com ídolo do momento.


Fico muito grata sempre que vejo um sorriso no rosto das minhas filhas. Mais do que momentos alegres, eles me ensinam que tudo vale a pena.

Teve presente carinhoso. A Renata, que é nossa fisioterapeuta desde que eu estava grávida da Sofia, me deu um amigurimi lindo, fofo, meigo, feito por ela. Amei o carinho. 


Eu fico muito grata por toda relação que ultrapassa o profissional e transborda para a amizade. Mais do simples relações de amizade elas nos mostram que o respeito e a gentileza trazem frutos. 

Teve almoço com amiga em restaurante bom, bonito e saboroso.  


Fico muito grata quando uma amiga disponibiliza o seu tempo para estar comigo por um horinha. Mais do que uma única hora para satisfazer a fome, um hora de trocas que nos apresenta um material farto de experiências que podemos aplicar no nosso dia a dia. 

Teve teatro com amigas. Eu e mais três amigas! A peça "Feliz Por Nada", baseada nas crônicas do livro da Martha Medeiros de mesmo nome, fala na amizade entre duas mulheres que se conheceram após os 40 anos e se tornaram amigas de infância. Me identifiquei e identifiquei as minhas amigas em diversos momentos da peça.


Eu adoro misturar as minhas amigas, apresentar umas para as outras e torço que para deste encontro saiam grandes amizades. Fico muito grata sempre que tenho a oportunidade de misturar as minhas amigas. 

Teve comemoração do aniversário da amiga Simone no Paris 6. Como sempre adorei estar com elas e ainda experimentar um restaurante que eu não conhecia. 


Eu fico muito grata pelas risadas que damos juntas. Mais do que rir juntas proporcionamos felicidade umas as outras. 

Teve mais aniversário de amiga. Desta vez o encontro foi de amigas de infância. Amigas que fizeram os primeiros anos escolares juntas. Aliás, toda a vida escolar, desde o jardim de infância até a faculdade. Amigas que se viram crescer.


Fico muito grata por esses encontros. Nossa, como eles me fazem bem!

A sensação do espírito livre que senti no início desde post foi porque durante esta semana, como em praticamente todas as outras, eu busco estar onde eu quero, com quem eu quero, porque eu quero.

Como diz a Martha Medeiros no trecho da crônica "Mulher Independente", do livro "Feliz Por Nada", também citado na peça: "Independência é sinônimo de honestidade: estou onde quero, com quem quero, porque quero.". 

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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Em busca do cinema



Mais um "causo" da pessoa contato no Fabcebbok que vem para o blog para ficar guardado e de fácil localização.


A pessoa escolhe aproveitar o feriado indo ao cinema. Compra o ingresso na internet, imprime em casa e vai. Simples assim. Chega ao cinema com antecedência suficiente para comprar a pipoca, afinal cinema sem pipoca é tipo "avião sem asa, fogueira sem brasa, futebol sem bola", namorar sem beijar. Não rola! 

Sendo assim, a pessoa compra o seu saco de pipoca, pendura a bolsa no braço esquerdo, segura a pipoca com a mão esquerda e o ingresso (aquela folha de papel A4 impressa em casa) entre os dedos da mão esquerda. Na mão direita está o refrigerante porque pipoca sem refrigerante é tipo "Piu-Piu sem Frajola, Bochecha sem Claudinho, Circo sem palhaço", namorar sem beijar. Não rola. Ainda na mão direita, entre os dedos, está o pacotinho de sal para a tal pipoca. 

Com esta sensação muito comum de que houve um desvio na natureza que deu mais braços ao polvo do que às mulheres, já que está na hora de começar a sessão, a pessoa se encaminha para a sua sala. Mas qual é mesmo a sala? "Por que não viu esse detalhe antes?", a pessoa se pergunta. Buscando um dom malabarístico, com o dedinho mindinho da mão direita abre o papel do ingresso que está entre os dedos da mão esquerda e tenta descobrir a sala sem derrubar nenhuma pipoca (não dá para desperdiçar), nem o refri. 

Sala 5! Lá vai a pessoa olhando meio para o alto em busca da sala 5. De repente o semblante de pessoa atrapalhada ligeiramente apressada vai se transformando em um semblante de pessoa confusa ligeiramente perdida. "Cadê a sala 5 desse cinema? Sequestraram a sala 5? Com a crise fecharam a sala 5?" Perguntas internas surgem, mas o mais provável é que a pessoa tenha visto o número errado. Mais uma sessão de malabarismo e confirma que realmente a sala é a 5. "Mas este cinema não tem sala 5!" 

Mas esta rua tem outro cinema NET. Eureca! A pessoa descobre então que está no cinema errado. Sai correndo com a bolsa que está pendurada no braço esquerdo balançando, a pipoca na mão esquerda saltitando como se estivesse na panela aberta e deixando um rastro no caminho como se fosse os miolos de pão que o Joãozinho deixou para marcar o caminho na floresta (lembrar das histórias infantis é cacoete de mãe que já contou 9.999 vezes cada uma delas), o refri da mão direita levantando gás com o sacolejo e fazendo do pacotinho de sal uma papa.
Finalmente a pessoa chega esbaforida, mas chega, ao cinema certo, na sala certa e a cadeira certa. E lá está uma senhora sentada em seu lugar. 

Mas quem vai se importar?! Afinal, a senhora naquela idade acertou o cinema, coisa que não é fácil já que são dois na mesma rua e com o mesmo nome (sim o mesmo nome só muda o sobrenome, mas quem se liga em sobrenomes hoje em dias?) e a sala. Deixa a senhora lá e senta em outro lugar porque os trailers acabaram de acabar e o filme começou a começar. 

A pessoa senta, relaxa e se identifica com o filme em vários pontos. Na hora que o pai Homero fala para a filha Rosa sobre a importância de rir de si mesma, a pessoa imagina a cena daquela "pessoa" que vai para o cinema errado e sai correndo pela rua deixando quase toda a pipoca pelo caminho.
Enfim, "Quem se diz muito perfeito / Na certa encontrou um jeito insosso / Pra não ser de carne e osso" trecho da música de Zélia Duncan que o Pedro diz para Rosa. 

Ah, qual o filme? "Como Nossos Pais".




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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Bienal do Livro, Felipe Neto e uma Mãe de Adolescente






Lá em 2011 a pessoa aqui já tinha dito: “Bienal?! Tô fora!” e tinha sido vencida por um pedido da filha que queria ver a Thalita Rebouças que estaria na feira em um dia nublado de feriado de meio da semana. Imagina só?! Praticamente toda a população do Rio de Janeiro sem trabalho, sem escola e sem praia estaria onde? Acrescente aí que neste mesmo dia, estariam também na Bienal Anne Rice, que levantava multidões com seus livros sobre vampiros, e o Pe. Marcelo. Agora nem a mente mais imaginativa conseguiria imaginar a loucura que estaria aquilo lá.

Pedido de filha é algo que seduz a pessoa aqui e faz com que ela mude de opinião facinho, facinho. Então, fui na tal Bienal com o espírito “tá na chuva, se molha e aproveita para pular nas poças”.

Mas saí de lá jurando bem juradinho, tipo de pé junto, que nunca mais me deixaria vencer, seduzir, sucumbir. Que Bienal, nunca mais! Mas nunca mais mesmo! Nunca, tipo never de jeito nenhum.

A pessoa estava bienalmente cumprindo a sua promessa. Já estava até bem tranquila em relação ao assunto. Nem aquele pânico de “lá vem Bienal, lá vem filha me pedir para ir, Bienal chegando, estou ouvindo os passos das filhas se aproximando...” estava rolando mais.

Até que neste ano, já nos últimos dias, Bienal quase chegando ao fim e a pessoa aqui passando intacta pelo megaevento literário, a filha mais nova chega informando que Felipe Neto estaria no último dia da Bienal.

Tá, e daí? E eu com isso? Felipe Neto é escritor também?

O Youtuber famoso entre muitas teens, incluindo a filha amada, lançou um “livrão” que está mais para uma revista e estaria no último dia da Bienal. As bad news, para mim, não paravam por aí. Ele iria tirar foto com os 500 primeiros fãs que chegassem lá.

Tá, e daí? E eu com isso?

Eu não teria nada, nadica de nada com isso, se a partir desta informação encontrar com Felipe Neto e tirar uma foto com ele não tivesse se tornado o sonho da vida da minha filha linda e amada.

De 2011 até 2017 alguns anos se passaram, a pessoa aqui mudou, melhorou, amadureceu, coisas que acontecem com todos os seres humanos. Mas algo continua igualzinho: a pessoa continua facilmente seduzida por pedido de filha e muda de opinião mais rapidamente do que come um brigadeiro.

Então, lá foi a pessoa encarar a loucura da Bienal imbuída do tal espírito “tá na chuva, se molha e aproveita para pular nas poças” e “quem chegar primeiro é mulher do padre” (lembrando que desde que Pe. Fábio de Melo lançou seus perfis nas redes sociais a brincadeirinha de criança mudou a frase).

Saiu de casa cedo, em um horário que para um domingo pode ser considerado madrugada, ficou na fila em pé por duas horas antes da Bienal abrir. Assim que os portões abriram correu feito um guepardo, mais rápido do que correria se a primeira a chegar assistisse Chaning Tatum dançando ao estilo Magic Mike, e chegou na outra fila para pegar uma das 500 primeiras senhas, ficou mais 30 minutos na segunda fila e conseguiu as senhas, viu a filha e a amiga pulando e vibrando de emoção por terem conseguido, correu até a próxima fila das pessoas que já tinham senha, mas queriam fazer a tal foto o mais rápido possível, ficou mais 2h30 em pé nesta fila até a filha fazer a tal foto. 

Felipe Neto na Bienal 2017


E no final das contas valeu muito a pena mudar de ideia, se deixar seduzir pelo pedido da filha só para ver o sorriso dela, sentir a sua alegria e ouvi-la dizer que este foi o dia mais feliz da vida dela.

Bom, mas agora já deu de Bienal para a pessoa aqui. Bienal, nunca mais! Mas nunca mais mesmo! Nunca, tipo never de jeito nenhum.


PS: eu adoro ler, incentivo a leitura, acho que eventos como a Bienal são importantíssimos e incríveis, fico feliz em ver o público interessado e participativo. Porém, as feiras já ficam cheias o suficiente e a minha presença não vai fazer a diferença. O meu incentivo e estímulo à leitura e autores fica por conta de idas frequentes a livrarias, participação em lançamentos, fazendo troca e doação de livros.




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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Filme "Os Nossos Meninos" - Para todos os pais


Está em cartaz nos cinemas o filme “O Jantar” com Richard Gere, adaptação do besteseller de Herman Koch, de mesmo nome.

Antes de assistir a esta nova adaptação resolvi conferir a versão italiana para a história que aborda qual o limite da ética dos pais quando o assunto são os filhos. Até onde os pais vão por seus filhos?

“Os Nossos Meninos” é o título em português para o italiano “I Nostri Ragazzi”.



Filme para pais de adolescentes


A história gira em torno de Massimo e Paolo, dois irmãos com visão de vida opostas.

Massimo é um advogado bem-sucedido, um pai mais ausente que prioriza o trabalho à família. Paolo, um pediatra empenhado socialmente, atencioso com a família e que procura um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

Massimo mais pragmático e objetivo. Paolo mais emocional e sensível. A diferença de personalidade dos dois e o caminho profissional de cada um fazem com que eles tenham visões éticas completamente diferentes.

Apesar disso, como forma de sustentar a tradição italiana de manter a família unida, encontram-se, uma vez por mês, em um mesmo restaurante de luxo. A tradição se repete há anos e a conversa gira em torno do superficial: receitas de cozinha, a estreia do último filme francês, o aroma frutado de um vinho branco ou de mais um escândalo de corrupção. O que já é suficiente para que as
diferenças surjam e as críticas ao modo de vida de cada um também.

Os filhos de Massimo, Benni, e Paolo, Micheli, ambos com 16 anos estudam na mesma escola e, além de primos, são amigos e estão vivendo o processo da adolescência juntos, porém com dilemas diferentes.

Em uma determinada noite, as câmeras de segurança filmam um episódio de violência urbana. As famílias constatam que seus filhos podem ter cometido o tal ato criminoso.

A partir daí começam a ter reações diversas. Como agir em tal situação? Diante do xeque-mate, começam a questionar seus valores, princípios e deveres éticos para decidirem qual passo devem tomar para resolverem o problema.

O filme trata de questões familiares, do papel dos pais, fala levemente da importância dos pais acompanharem o acesso à internet (é através de vídeos violentos que a violência dos adolescentes é estimulada), e fala principalmente moral, ética e proteção familiar, onde a escolha é sempre difícil.

Faz pensar em como é fácil sermos morais e éticos quando somos apenas espectadores da situação. E quando somos os atores principais? Vamos agir  conforme nossos conceitos e valores? 

O filme vale muito a pena e o final é surpreendente.







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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Filme "Como Nossos Pais"


Desde que vi o trailer do filme "Como Nossos Pais" eu fiquei interessada em acompanhar a vida de Rosa (Maria Ribeiro), uma mãe de família que, como a grande maioria de nós mulheres, tenta dar conta de suas obrigações pessoais e profissionais.



Já no trailer senti uma certa identificação com a Rosa. 

Depois fui convidada para a cabine de imprensa deste filme que além de ter recebido o prêmio de Melhor Filme escolhido pelo público no Festival de Cinema Brasileiro de Paris, ainda ganhou seis Kikitos no Festival de Cinema de Gramado: melhor filme, melhor direção, melhor atris, melhor ator, melhor atriz coadjuvante e melhor montagem. Muitos merecidos melhores!

Infelizmente eu não pude ir na cabine e a minha amiga @marcia.cantahede foi me representando. Eu postei no Instagram a opinião dela sobre "Como Nossos Pais", o que só me deixou com mais vontade de assisti-lo.

Isso tudo para dizer que finalmente eu fui conhecer a vida de Rosa que é como a vida de muitas mulheres por aí. Muitas de nós que queremos dar conta de tudo e não damos. Muitas de nós que nos impomos uma perfeição impossível de atingir. 

Em determinada cena Felipe relembra para Rosa os versos da música "Carne e Osso", de Zélia Duncan e Moska "Quem se diz muito perfeito / Na certa encontrou um jeito insosso /Pra não ser de carne e osso".

A busca por esta perfeição em todos os aspectos da vida: profissional, como mãe, como filha, como esposa e amante, leva Rosa ao estresse, a exaustão, a crise no casamento e no trabalho. Soma-se a isso problemas com o pai, com a mãe e com a filha mais velha que está entrando naquela fase da pre-adolescência. 

Filhas na pré-adolescência... como me identifiquei! Em uma cena de diálogo entre a Rosa e a mãe, as duas falando sobre filhos crescendo, Clarice diz: "os filhos começam a ir embora quando nascem." Sim, isso mesmo, crescem a cada dia, a cada dia conquistam a independência e se soltam um pouco dos pais. 

Outra verdade dita por Clarice, uma mãe que não se culpa por sua trajetória não muito convencional, é que "chega uma hora em que a definição de mãe no dicionário é: não sabe nada.".

No decorrer dessa busca pela reinvenção, Rosa se descobre mais careta do que os pais e esta característica molda as suas relações com as filhas. É durante este percurso de busca por si mesma que o título "Como Nossos Pais", mesmo da música de Belchior, se justifica. Apesar de buscar ser diferente dos pais, Rosa repete muito da vivência deles, e principalmente da mãe.

"Minha dor é perceber 
Que apesar de termos feito tudo o que fizemos 
Ainda somos os mesmos e vivemos 
Ainda somos os mesmos e vivemos 
Como os nossos pais..."

Um filme lindo, emocionante, que trata as relações familiares com sinceridade e um excelente roteiro. Um filme em que nós mulheres nos identificamos do início ao fim. Se não estamos vivendo os dilemas de Rosa neste exato momento, com certeza, temos alguma amiga que está. 

A Fernanda Reali também falou do filme no post "Como Nossos Pais". Vale a pena clicar no link e dar uma olhada.

Sinopse:
"Rosa é uma mulher que quer ser perfeita em todas suas obrigações: como profissional, mãe, filha, esposa e amante. Quanto mais tenta acertar, mais tem a sensação de estar errando. Filha de intelectuais dos anos 70 e mãe de duas meninas pré-adolescentes, ela se vê pressionada pelas duas gerações que exigem que ela seja engajada, moderna e onipresente, uma supermulher sem falhas nem vontades próprias. Rosa vê-se submergindo em culpa e fracassos, até que em um almoço de domingo, recebe uma notícia bombástica de sua mãe. A partir desse episódio, Rosa inicia uma redescoberta de si mesma.".






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domingo, 10 de setembro de 2017

A Semana 36 de 2017 - Só na tranquilidade



Pintar é ótimo. Pintar para presentear amigos e familiares é melhor ainda. E a minha semana começou com muita pintura.

Pintei, com a ajuda da Ana Luiza, essas três garrafas para a minha amiga e madrinha dela. Escolhi usar esse tom de laranja-escuro, que é uma cor que eu não gosto, justamente para quebrar barreiras. Para mostrar que não existe o feio, que podemos transformar algo que não gostamos em algo que gostamos muito. E eu adorei o resultado!



Finalizei os cachepôs que pintei para minha mãe, estes com a ajuda da Sofia. Mostrei no post "Cachepôs Pintados à Mão". E ainda pintei uma mesa para presentear outra amiga. 

Fico grata por colocar um pouco de cor e alegria na casa de pessoas queridas, por demonstrar o meu carinho com esses objetos pintados por mim.

Fui dar um passeio rápido pela Feira Hippie de Ipanema, comer bolinho de estudante, buscar umas sapatilhas que eu encomendei e apreciar um pouco da arte desses artistas.


Fico grata por momentos simples de tranquilidade e arte. Colocar arte nos meus dias me faz um bem interno muito grande. 

Fomos convidadas para a estreia do musical infantojuvenil "Lá Dentro Tem Coisa". Aproveitei a oportunidade para levar a Sofia e uma amiga. Todas nós adoramos a peça baseada na obra "Partimpim" da Adriana Calcanhotto. Foi uma delícia cantar com as duas as músicas que fizeram parte da infância delas. 


Fico grata pelas oportunidades que o blog me traz. O espetáculo é maravilhoso e falei dele aqui no blog.

Depois de várias tentativas frustradas seguidas de resolver pequenas coisas e não perder a paciência, nem o rebolado, me presenteei com uma garrafinha de vinho e um pedaço de queijo. Depois eu conto melhor essa história.


Fico muito grata por me sentir tranquila e merecedora.

Fui assistir ao filme "Como Nossos Pais". Simplesmente maravilho. Vou falar melhor dele em um post exclusivo. Enquanto isso deem uma espiadinha no blog da Fernanda Reali, ela falou deste filme no post "Como Nossos Pais".


Fico grata quando vejo filmes de qualidade que me fazem pensar, refletir, me emocionar, relaxar e ter aquela sensação gostosa de tranquilidade interior.

Fui com duas amigas assistir ao filme "Castelo de Vidro". O filme é baseado no livro autobiográfico da jornalista Jeannette Walls (Brie Larson) que foi publicado em 2005 e traduzido para mais de 30 idiomas.

Uma história verídica chocante que retrata a história de uma família que procura viver fora dos padrões e de forma nômade. Uma família desajustada com uma mãe negligente, um pai alcoólatra e incapaz de lidar com seus dramas internos. Apesar de tudo isso, o amor está presente de forma intensa.

Os quatro filhos crescem neste cenário de sentimentos conflituosos. Por um lado o abandono e a violência psicológica. Por outro lado o amor, o carinho e a presença.



O filme causou certo incômodo principalmente por ser uma história real. Aí fomos aliviar a pressão, recuperar a tranquilidade, com pizza, uma taça de vinho e algumas risadas.


Fico muito grata pelas amigas que eu tenho. 

Este post faz parte da BC #52SemanasDeGratidão proposta pela Elaine Gaspareto que neste ano vai substituir a BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.




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sábado, 9 de setembro de 2017

Cachepôs pintados a mão - Pintura com sentido e significado




Quem me acompanha sabe que eu faço aula de pintura e estou sempre colorindo um peça ou outra. Estou sempre colocando fotos das pinturas no Instagram @inventandomamae e vídeos no stories mostrando um pouco das aulas.

Ultimamente eu andei em uma fase amando pintar cachepôs para enfeitar e montar cantinhos de jardim. 


A ideia veio da minha irmã que me pediu para fazer um cachepô para a casa dela. Exagerada, fiz dois! Porque sou assim, a pessoa me pede um e eu faço dois. 

As sugestões de cores foram da Sofia e da Ana Luiza. A Sofia pintou a base do amarelo e a Ana Luiza do azul. Os detalhes eu fiz com a orientação da professora Odila Freire.



Amei o resultado e resolvi fazer unzinho para mim. Ele iria fazer companhia a minha gamela que foi repaginada e deixar aquele espaço da área de serviço mais alegre e aconchegante. 



Como paixão é coisa intensa e que faz a gente querer mais, bateu a vontade de fazer mais um. E fiz! 


Agora o cantinho da Gamela Repaginada estava completo.


A princípio a produção de cachepôs estava encerrada e eu quase me sentindo órfã de projeto de pintura de cachepôs quando a Sofia resolveu fazer quatro deles para a avó. 

A ideia dela foi a cor interna de um ser a cor externa de outro, fechando o quadrado: vermelho por dentro - piscinão por fora, piscinão por dentro - amarelo por fora, amarelo por dentro - roxo por fora, roxo por dentro - vermelho por fora. E eu amei a sugestão!


Caímos dentro com pincel, lixa e tinta! E o quarteto da avó ficou pronto com cor e carinho.




Pintar é bom demais! É relaxante e estimulante! Pintar para os outros, para quem a gente gosta é um prazer maior ainda. Preparar uma peça para dar de presente, escolher as cores pensando em alguém especial traz um conforto muito bom, uma sensação agradável de satisfação que acaba nos deixando mais feliz. Dá mais sentindo a nossa pintura e a nossa pintura dá mais significado ao presente. Recomendo.


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Feira Hippie de Ipanema - Passeio no Rio com arte


Eu gosto de uma feira! Gosto de feiras aqui no Rio e gosto de ir a feiras quando estou viajando. Acho que nas feiras percebemos bem a essência do lugar, das pessoas e da cultura.

Feira de artesanato, tipo feira hippie, então... é um passeio cheio de memória afetiva para mim.

Quando eu era criança e morava em São Pedro d'Aldeia, ir à Feira Hippie do Canal Itajuru, em Cabo Frio, era um passeio e tanto. Além do artesanato variado, daqueles artesãos bem no estilo hiponga dos anos 70 (me impressionava com as crianças, filhos daqueles pais alternativos, que ficavam ali. Imaginava a vida delas), ainda tinha a beleza do canal.

Depois, mais tarde, já adolescente e morando em Cabo Frio, a Feira Hippie do Canal se tornou passeio de domingo com as amigas. Sempre dávamos uma voltinha por lá no final da tarde, aquele programa pós-praia e antes da balada da noite.

Tanto quando criança, quanto adolescente, quando vinha ao Rio eu gostava de ir com a minha tia passear na Feira Hippie de Ipanema, na Praça General Osório.

Praça General Osório


Ver suas cores.

Feira Hippie de Ipanema

E seu brilho.

Feira Hippie de Ipanema

A Feira Hippie de Cabo Frio saiu do Canal Itajuru, foi para a Praia do Forte e perdeu a sua identidade. Hoje está toda organizada, mas mais com cara de minishopping do que de feira. Com muitos produtos industrializados e pouco artesanato.

Já a Feira Hippie de Ipanema, apesar de já sofrer certa invasão de alguns produtos "made in china", ainda traz bastante artesanato e criatividade. Mantém o formato de feira tradicional, com tendas de lona armadas nas calçadas ao redor da Praça General Osório, e com os produtos expostos em tabuleiros.


Feira Hippie de Ipanema



E é um passeio de domingo dos bons. Principalmente para quem tem filhas. 

Cedo elas já se interessam e curtem a Feira Hippie de Ipanema como um passeio no Rio com crianças. 

Primeiro elas vão em busca de brinquedos de madeira, instrumentos musicais e objetos de decoração, como fadinhas e bichinhos. 


Crescem um pouco e os anéis começam a se fazer presentes nos dedinhos. E a Feira Hippie é um verdadeiro paraíso neste quesito. 


Anéis de todos os tipos são encontrados aos montes.


Uma volta pelo entorno da Praça General Osório acompanhada de uma amiga é praticamente um parque de diversões.


Elas continuam crescendo, a Feira Hippie atravessa já quatro décadas ininterruptamente e vai ficando mais experiente, mas continua agrandando a todas as idades. Tanto à mãe que adora as sapatilhas AdoroChicHip!


Quanto às filhas que continuam curtindo os anéis, mas já acrescentaram os colares, pulseiras, e brincos aos seus gostos e acessórios.


Isso porque a arte se atualiza com trabalhos sempre criativos (eu adorei essa motoca e a panela de pressão feitas pelo Edio. Ele não tem barraca na feira, fica ali na saída do metrô. Sabe que a tampa da panelinha abre?!) .



Inovadores e como também mantém os seus clássicos.


Mais um pouco de tempo se passa e o interesse pelo que tem dentro da feira, no interior da praça, desperta.


E ali está uma verdadeira galeria de arte ao ar livre. Seja coberta protegida pela sombra das árvores.


Seja tendo as cores ressaltadas pela luz do sol.


Nesse espaço de arte e tranquilidade encontramos o colorido da arte Naïf (temos que aproveitar já que infelizmente o MIAN - Museu Internacional de Arte Naïf fechou), o Rio de Janeiro retratado em diversas cores.


E cenas.


Encontramos vários cantos da cidade em um mesmo canto. Amei essa fachada da Rua do Lavradio que ultimamente eu tenho frequentado bastante. 


Eu fiquei encantada com o "Fachadas em Miniatura", trabalho da Vera e do Cláudio que usam do reaproveitamento de materiais para os trabalhos que retratam fachadas coloniais da cidade e do Brasil afora. 


Muito do Rio e do espírito carioca concentrados em um só lugar é o que encontramos na Feira Hippie de Ipanema. 

Ah, e tem um pouco da Bahia também nas conhecidas barracas das baianas com seus acarajés.

Onde comer acarajé no Rio


E bolinho de estudante que era paixão do Jorge Amado e é minha paixão também. Adoro! Já fiz e tem receita aqui no blog: Doces de Jorge Amado.

Onde encontrar bolinho de estudante no Rio

Taí um passeio no Rio com muita arte e diversão e que pode se estendido até o Arpoador para ver o pôr do sol. 


Veja também os posts de outras feiras no Rio:


Serviço:
Feira Hippie de Ipanema
Praça General Osório – Ipanema – estação Ipanema/Gal Osório tem saída bem na praça.
Todos os domingos das 7h  às 19h.
Gratuito – se você conseguir apenas apreciar.
Mais informações: http://www.feirahippieipanema.com/






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