quarta-feira, 26 de julho de 2017

1 semana = 7 saladas mandalas


O último post de saladas foi em abril! Nossa, muito tempo! De lá pra cá já fizemos muitas saladas. Separei sete dicas e coloquei neste post. Tem salada variada para a semana toda. Vamos lá!


  • salada de broto de feijão e abacaxi - alface, alface mimosa, espinafre, brotos de feijão, alfafa, tomatinho vermelho e laranja, pepino e abacaxi.
Para esta salada eu fiz um molho com o suco de um limão,  quatro colheres de sopa de molho de soja, meia colher de sopa de azeite e temperei com uma pitada de sal.



salada de broto de feijão e abacaxi

  • salada colorida - com muitas folhas (alface crespa, alface roxa crespa, folha de beterraba baby, rúcula), alfafa, cenoura ralada, palmito, tomatinhos e milho.


Saladas variadas para uma semana


  • Salada de Burrata com tomates confit - Muitas folhas, como sempre, (alface crespa, alface roxa, agrião e rúcula); alfafa; tomatinhos confit; burrata; presunto cru; e molho pesto de rúcula.
Ideias de saladas diferentes

  • Salada Pepino com Melancia - Salada bem leve com muitas folhas, pepino, melancia, mussarela de búfala, cramberry e nozes pecãs.

Sete saladas diferentes


  • Salada de figo e jiló -  folhas (alface crespa, alface roxa, rúcula e couve), figos, mussarela de búfala, nozes Pecan e chips de jiló. Mó delícia.


Dicas de saladas para uma semana


  • Salada de folhas e uva -  Muitas folhas sempre. Uva rubi, uva verde, queijo de cabra, tomatinhos, milho, azeitona preta, semente se abóbora e capuchinhas para enfeitar.


sete saladas diferentes para uma semana

  • Salada diferente #sqn - feita com a ajuda da filha tem folhas (alface crespa, alface roxa, alface, rúcula, couve cortada bem fininha), ovo de codorna, manga, tomatinhos e azeitonas. Mesmo que os ingredientes já tenham sido usados em outra salada, a arrumação dá a impressão de que é uma grande novidade.



Para todas as saladas eu faço um molho com uma colher de sopa de mostarda, suco de meio limão, duas colheres de sopa de azeite, uma colher de molho inglês, um fio de molho de soja e uma pitada de sal. 

Aqui no blog tem outras dicas de saladas. Vou deixar aqui a série de posts 1 semana = 7 saladas:

- Uma semana = sete saladas diferentes - 1ª semana;
- Uma semana = sete saladas diferentes - 2ª semana;
- Uma semana = sete saladas diferentes - 3ª semana;
- Uma semana = sete saladas diferentes - 4ª semana;
- Uma semana = sete saladas diferentes - 5ª semana;
- Uma semana = sete saladas diferentes - 6ª semana;
- Uma semana = sete saladas diferentes + dicas;

terça-feira, 25 de julho de 2017

Um passeio pelo Morro da Conceição


Bem ali na região da Praça Mauá, escondido atrás dos prédios altos, está o Morro da Conceição. Olha aí a "dona do morro". Na verdade, a padroeira dessa verdadeira joia de valor histórico e cultural da nossa cidade, mas ainda pouco conhecida, visitada e explorada pelos moradores e turistas.

O que fazer no Rio

Eu mesma já tinha ido nas proximidades do Morro da Conceição algumas vezes, mas nunca tinha subido efetivamente. Vejam só, eu colaborei com o projeto de revestimento da escadaria do Morro fazendo uma parte do mosaico (contei no post "Escadaria do Morro da Conceição de Cara Nova") e não fiz o passeio completo.

Escadaria do Morro da Conceição

Mas desta vez aproveitei que o Flávio do "Por Onde Andei - Passeios Históricos" guiou um grupo e me juntei. O passeio foi ótimo! Começamos com uma visita ao Mosteiro do São Bento para assistir uma parte da missa com cantos gregorianos, seguimos para o Morro da Conceição e terminamos no MAR visitando as exposições. Ou melhor, eu terminei no MAR. Eles ainda foram almoçar no Albamar e eu me arrependi de não ter ido também. Mas vou focar o post no Morro da Conceição.

O nome Morro não tem nada a ver com favela.  É a formação geográfica mesmo. A história da ocupação do Morro da Conceição se entrelaça a Invasão Francesa do século XVIII. Era do alto dos morros que o exercito português protegia a cidade e tinha vista privilegiada da nossa Baía. Foi no alto deste morro que os portugueses instalaram a Fortaleza da Conceição, que atualmente funciona como Museu Cartográfico do Exercito, para defender as terras cariocas da ousadia dos corsários franceses, em especial a René Duguay-Trouin.

O nosso passeio fez o seguinte percurso marcado em vermelho no mapa.

Passeios diferentes no Rio de Janeiro

O Morro da Conceição tem vários acessos. Pode ser pela Pedra do Sal, pelo Jardim Suspenso do Valongo (já fiz esse passeio, mas não cheguei a subir no morro na época). Pode ser pela Igreja de São Francisco da Prainha que tem um acesso bem bonito ao morro (mostrei no post "Um passeio pelo Largo de São Francisco").

Mesmo com tantos acessos, o Morro da Conceição ainda é um desses lugares escondidos da cidade do Rio de Janeiro que quando conhecemos nos surpreendemos. E uma das opções mais fáceis e recomendáveis é o passeio a pé a partir da Ladeira João Homem. Ou seja, pela escadaria em mosaico, aquela que eu colaborei.

Na entrada a placa já avisa que o Morro da Conceição é um oásis carioca! E é mesmo. É desses lugares que fazem a gente viajar no tempo. Não tem jeito, andando pelas ladeiras e ruelas, inevitavelmente nos sentimos em outros tempos.

O que ver no Morro da Conceição no Rio de Janeiro

Assim que subimos a escada colorida nos deparamos com a charmosa Nave Cosmonauta Mosaicos que foi responsável pelo projeto de colorir a escadaria. 

O que fazer no Morro da Conceição no Rio de Janeiro

No caminho encontramos iniciativas sustentáveis como a parede de mudas e incentivo a coleta de lixo reciclado. 

Passeios imperdíveis no Rio de Janeiro

Alguns passos morro a cima encontramos o Bar Imaculada. Um lugar gostoso, com decoração legal, ambiente descontraído e comida muito boa. O bolinho de arroz, feijão e carnes de feijoada é maravilhoso. A geleia de pimenta dá um toque todo especial. Sempre tem fila na hora do almoço.


Seguimos subindo com calma e observando a riqueza arquitetônica.


Aliada a criatividade. Tá vendo a turista fotografando o pé de laranja carregado de frutinhas? Pois é, a vontade de comer fruta do pé foi tão grande que o morador pendurou as laranjas com fio de nylon na árvore.

Curiosidades sobre o Morro da Conceição

Os detalhes estão em todos os lugares. Nos vasos de plantas em frente as casa.

Passeio no Morro da Conceição no Rio de Janeiro

Nas portas

Passeio no Morro da Conceição no Rio de Janeiro

Nas janelas.


Nas fachadas.


Nos orelhões. Sim, tem orelhões por lá. Afinal, estamos voltando no tempo.



Nas calçadas.


Nos telhados.


Enfim, um descoberta a cada passo. Um encantamento a cada olhar. 

E assim, sem sentir a subida, chegamos ao final da Ladeira João Homem e nos deparamos com a a-se a Praça Major Valô, também conhecida como Praça da Conceição.

Praça Major Valô

Praça ampla, linda, sem bancos, com a imponente imagem de Nossa Senhora da Conceição ao centro e ao fundo a Fortaleza da Conceição que foi construída no século XVIII. Atualmente tombada pelo Iphan desde 1938. Objetivo era instalar canhões num local alto o suficiente para proteger o trecho que se estende do Valongo à Praça Mauá e com alcance para a defesa da Ilha das Enxadas. A visita é gratuita, de segunda à sexta, mas é preciso agendá-la. Como o nosso passeio foi no domingo, não pudemos fazer a visita.

Seguimos a esquerda para observar a fachada do antigo Palácio Episcopal da cidade. Lindo! 

Antigo Palácio Episcopal do Rio de Janeiro

Retornamos ainda nos encantando com surpresas no caminho, como este relógio de sol.

Morro da Conceição no Rio de Janeiro


Seguimos, desta vez, pela direita da Fortaleza, para a Rua Jogo da Bola, onde se localiza a Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Um pequena igreja datada de 1895 que é dedicada à padroeira do lugar. 

Igreja Nossa Senhora da Conceição

Eu achei interessante neste trecho da rua é que a grande maioria das casas tem uma imagem religiosa na fachada.



Seguindo um pouco mais a frente chegamos no ponto 9 do mapa, a Praça Leopoldo Martins. Um reduto de tranquilidade. Tão próximo ao burburinho e agitação da Praça Mauá e ao mesmo tempo tão distante no estilo de vida. 


Dali, virando a esquerda pode-se optar por descer o morro pelos Jardins Suspensos do Valongo, antigo oásis da cidade (passeio que eu fiz em 2013 e quero voltar. Mostrei no post "Rio dos Escravos"). Mas nós optamos por retornar pelo mesmo caminho. 

Um passeio apaixonante (por isso tantas fotos). Vale a pena!



Esse passeio show de bola eu fiz guiada pelo Flávio do Por onde Andei - Passeios Históricos. Para quem quer conhecer mais do Rio de Janeiro, vale a pena entrar na página Por Onde Andei e ficar de olho nos passeios.

Outros posts da região do Morro da Conceição:



segunda-feira, 24 de julho de 2017

Filme "Os Meninos Que Enganavam Nazistas"


“Os Meninos que Enganavam Nazistas” (Un Sac De Billes), que chaga ao cinema em 03 de agosto, é um filme emocionante. Uma história real e autobiográfica baseada no famoso best-seller com as memórias do francês Joseph Joffo.


Eu tive a oportunidade de assistir na cabine de imprensa esse filme que conta a história de dois jovens irmãos judeus que, durante a Segunda Guerra Mundial, precisam fugir de Paris ocupada pelos alemãs em direção a zona livre, Nice. 

A história se passa entre 1941 e 1944, período da Segunda Guerra Mundial, e retrata os horrores da perseguição nazista aos judeus. No início, embora a França estivesse ocupada pelos alemães, a família Joffo está relativamente tranquila. Até que é exigido que a população judaica identifique suas roupas com uma estrela amarela. Sentindo que o pior está por acontecer, a família judaica decide separar-se para evitar suspeitas. É neste cenário que os irmãos Joseph, de apenas 10 anos e narrador da história, e Maurice de 12 anos, precisam fugir sozinhos de Paris rumo a Nice. Eles saem na calada da noite com um pouco de dinheiro, um mapa, algumas orientações dos pais, lágrimas nos olhos, medo, mas muita determinação. 

A viagem é nada fácil para os dois meninos. A estrada é longa, perigosa e é difícil identificar as pessoas que são de confiança. Mas ao longo do percurso de paisagens deslumbrantes os meninos demonstram seu amor um pelo outro, pela família, e encontram pessoas solidárias. E os meninos vão aprendendo a sobreviver, os seja, a enganar os nazista. 

Apesar de todo o sofrimento da perseguição, da separação da família, a história traz um toque de ternura, inocência e até alegria em alguns momentos. Isso por ser vivida e contada pela perspectiva de uma criança de 10 anos. 

Um belo filme entre sorrisos e lágrimas em torno de uma história verdadeira onde belas imagens são vistas e emoção é sentida.

Apenas uma curiosidade: o mapa da viagem dos dois irmãos. Eu adoro um mapa!

domingo, 23 de julho de 2017

A Semana 29 de 2017 - Simplesmente Grata



A semana, conforme eu considero para os posts aqui no blog, começou com o aniversário do marido. Comemoramos em família e com alguns amigos, mas não teve fotos. Desconectamos para nos conectarmos, saca?! Sem fotos, apenas deixando fluir. Algumas vezes esse desligamento faz bem. Faz muito bem.

Outra coisa que me faz bem é sentar no sofá sem compromisso e me envolver em uma história leve e divertida. Dois filmes me fizeram viajar e relaxar nesta semana.

"A Gaiola Dourada" -  uma comédia luso-francesa que fala da imigração de portugueses para a França. Me interessei pelo tema, já que aqui na família temos descendentes de imigrantes portugueses direto. Gostei muito do filme. Ajudou a passar a noite esperando a filha chegar da balada com mais tranquilidade.


Sinopse: "Maria e José Ribeiro são um casal de imigrantes portugueses na França, morando em um bairro nobre de Paris. Há mais de trinta anos ela trabalha como síndica, e ele como zelador, sendo respeitados e admirados pelos moradores do local. Um dia, no entanto, uma herança inesperada proporciona aos dois a oportunidade de sair da pequena casa onde moram e voltar a Portugal, onde levariam uma vida luxuosa. Mas os habitantes do prédio não estão prontos a abandonar os preciosos serviços de Maria e José, e vão usar todas as armas necessárias para mantê-los no local.".

"Sabores do Palácio" -  eu adoro comédia francesa e adoro filmes de culinária. Juntando os dois em um só não tem como eu não gostar. E este ainda é baseado em história real.


Sinopse: "Hortense Laborie (Catherine Frot) é uma respeitada chef que é pega de surpresa ao ser escolhida pelo presidente da França para trabalhar no Palácio de Eliseu. Inicialmente, ela se torna objeto de inveja, sendo malvista pelos outros cozinheiros do local. Com o tempo, no entanto, Hortense consegue mudar a situação. Seus pratos conquistam o presidente, mas terá sempre que se manter atenta, afinal os bastidores do poder estarão cheios de armadilhas.".

Os dias de inverno estavam lindos no Rio de Janeiro e nós aproveitamos o período de férias para curtir uma segunda-feira na praia. Ir à praia em plena segunda-feira na sua cidade é algo tão incomum que dá até uma sensação de aventura, de estar jogando tudo pro alto, tipo ligando o "foda-se", sabe? Muito bom!


Começamos na Praia de Copacabana e depois fomos ver como estava a Praia de Ipanema. 


Vantagens de se morar em uma cidade com tantas opções de praias uma próxima a outra. 

Bom, contamos tanta vantagem em relação ao inverno no Rio, que o resto da semana foi de frio e chuva. Mas nem por isso deixamos de aproveitar. 

Fiz um almoço especial e bem caprichado para a família. Teve salada de entrada, arrumada com cuidado, bem colorida com muitas folhas (alface crespa, alface roxa crespa, folha de beterraba baby, rúcula), alfafa, cenoura ralada, palmito, tomatinhos e milho. Batata insana, dica da @cozinhadoquintal_oficial e o frango Alice Spring que seria do Outback, mas eu peguei a receita com a Lelê @eueleeascriancas.
Aí me perguntam se eu sei cozinhar. Sei pegar receitas, inventar, arriscar. E se é para fazer, eu ligo o som, coloco um sorriso no rosto e bora lá fazer no capricho.


Conferi a cabine de imprensa do filme "Os Meninos Que Enganavam Nazistas" que entrará em cartaz em 03 de agosto. Um filme emocionante com uma história linda contada com beleza. Fala de sobrevivência, de solidariedade e de amor em tempos de horrores de guerra. Farei um post sobre o filme que pretendo rever com a família toda.


Estive no evento da Net que apresentou o "Multitelei" novo conceito de comunicação da marca. Gostei bastante da proposta e de estar com amigas blogueiras. 


Levei a Sofia e uma amiga ao cinema para assistirem ao filme "Homem Aranha: De volta ao Lar". O filme agrada a turma jovem, já que o escalador de paredes é um adolescente com as crises típicas da idade. O legal é que esta versão não recontou, isso seria a terceira vez no cinema, a origem do personagem.
Como as meninas queriam experimentar a tal cadeira D-Box, lá fomos nós. Bem sem graça. Não vale a pena pagar mais para ficar tremendo. 


São momentos assim que fazem a vida ter significado. Momentos simples em família, com amigos, em contato com a natureza, fazendo coisas que gostamos, ouvindo e contando histórias. Sou grata por reconhecer que tenho muito a agradecer. Simplesmente grata.

Este post faz parte da BC #52SemanasDeGratidão proposta pela Elaine Gaspareto que neste ano vai substituir a BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.




Você pode me encontrar também

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Filha adolescente com aparelho nos dentes eu tenho


Quando eu era criança, ou melhor, pré-adolescente, ou melhor, criança mesmo porque naquela época não tinha essa de pré-adolescente, o uso de aparelho nos dentes era para poucos. Poucos recebiam a recomendação. Somente os casos mais gritantes de dentes para frente, ou dentes trepados, ou boca torta, eram indicados ao uso da boca de ferro. E desses poucos indicados, pouquíssimos tinham condições financeiras para bancar o sorriso metálico. A parada era cara, muito cara.

Poucos usavam aparelhos ortodônticos, mas muitos sonhavam com eles. Eu, que tinha os dentes muito certinhos, não tinha indicação para o tal sorriso metálico, mas sonhava com ele. Sonhava com os dentes prateados brilhando com o sol. E para realizar um pouco do que habitava o meu imaginário, eu como muitas crianças daquela época, cobríamos os dentes com o papel alumínio que embalava os chocolates. Sim, os chocolates vinham embalados em um papel alumínio fino dentro da embalagem bonita que era de papel. E era com esse alumínio, que eu primeiro alisava cuidadosamente com a unha e depois grudava aos dentes, que eu ganhava o tão sonhado sorriso prateado.

Contei essa história para a Sofia agora que ela teve que colocar o aparelho fixo. Não só contei, como fui lá na cozinha, peguei um pedaço de papel alumínio, forrei os dentes e entrei no quarto com o sorriso arreganhado. E o que eu ouvi ao terminar de contar as minhas aventuras com dentes prateados e fazer a minha performance?

- Cara mãe, você só pode ser muito doida mesmo. Sonhar em usar aparelho... Sem noção! Muito louca. É horrível ficar com esse troço na boca.

Dói o coração ver a filha nesse sofrimento. Porque o sofrimento é genuíno. Quando um adolescente recebe aparelhos, ouvir que eles têm que usá-los por um ano ou dois ou três é equivalente a dizer a esse adolescente que eles têm que usá-los para o resto de suas vidas.

A Sofia já sabia há muito tempo que ela iria fazer uso da engenhoca. Ela desde cedo teve os dentes para frente e separados. A princípio a dentista não entendia essa prospecção dos dentes pra frente já que ela não tem arcada de pessoa dentuça. Será a língua que empurra os dentes para frente? Vai para fono. Não, pelo contrário, a língua é curta e por isso ela tem a fala cebolinha. Corta freio? Vai para otorrino. Não corta freio da língua, mas corta freio do lábio superior. Este que é curto e, além de separar os dentes os puxa para frente. Vai na pediatra confirmar. Não corta freio nenhum, procura outro otorrino e outra fono. Conclusão da avaliação dentista-fono-otorrino-pediatra: freio da língua curto sim (causa da fala cebolinha) e lábio superior flácido (pode ser a causa dos dentes para frente). Fono para as duas situações.

Problema da língua e do lábio resolvido, mas os dentes continuam para frente e indo mais pra frente ainda. Então vamos usar aparelho móvel de contenção, mas provavelmente terá que usar aparelho fixo mais tarde. Ok. Aparelho móvel usado, dentes no lugar. Tira o aparelho móvel, coloca uma contenção fixa atrás dos dois dentes da frente para não voltarem a separar e observa por um ano. Mas muito provavelmente terá que usar aparelho fixo.

Então, a Sofia já sabia que iria usar aparelho fixo, mas mesmo com essa preparação por anos na hora efetiva, bateu o sofrimento.  É difícil, sim, esse primeiro momento de se olhar no espelho e ver o próprio sorriso modificado.

- Vou ficar horrorosa, não vou rir por dois anos...
- Quantas amigas na sua sala já usam aparelho?

Veio uma lista que encheu os dedos de uma mão das que já usavam e mais uma lista que encheu os dedos da outra mão das que vão colocar o utensílio ainda este ano.

Quando eu era criança quem usava aparelho estava praticamente sozinho. Era um ser único quase que em toda a escola. Hoje, como muitos usam, é mais normal. Ninguém fica sendo diferentão, esquisito, porque está de aparelho. Se por um lado se perdeu o charme do sorriso com dente trepadinho, todos ficam com arcadas perfeitas e por vezes me parecem até meio artificiais, por outro os "aparelhados" são uma turma. Podem contar como é usar aparelho, trocar dicas, e até combinar o uso dos elásticos coloridos. Ah, os elásticos coloridos. A mãe aqui quase pirou com os elásticos coloridos. Agora, já adulta, bem adulta, diga-se de passagem, até sonhei com uma arcada arco-íris. Imagina?! Um elástico de cada cor, nas cores do arco-íris. Um mês pode começar com vermelho nos dentões da frente e ir colocando laranja, amarelo, verde, azul turquesa, azul escuro e lilás para dentro. No mês seguinte começa com o lilás na frente e vai colocando as outras cores para dentro da boca... E tome de sonhar com as diversas opções de sorrisos coloridos. Cara, ainda pode combinar com a cor dos cabelos?! Já pensou?!



- Sério mãe, você sé muito doida mesmo. Sonhar em usar elásticos coloridos. Sem noção! E ainda combinar com a cor do cabelo. Muito louca. Eu sou vou colocar elástico transparente!

Aff, que desperdício! Ah, eu podendo usar aparelho e ainda com elásticos coloridos...

- E como eu vou beijar? Ninguém vai querer beijar alguém de aparelho. Deve ser horrível beijar alguém de aparelho!

Dói o coração ver a filha nesse sofrimento.

Lá vou eu contando mais história. Que nada! Todos ficam com curiosidade de beijar alguém de aparelho. E querem ter essa experiência. Eu mesma quando era adolescente tinha a maior curiosidade de beijar algum menino de aparelho. Tanta, mas tanta curiosidade de saber como era que o primeiro e único menino que eu beijei sem gostar dele, do menino, foi porque ele usava aparelho. Pensando bem foi o primeiro, mas não foi único, mas essas são outras histórias. E olha que eu me lembro o nome dele até hoje, Dico. Aliás, não me lembro do nome, só do apelido. Mas me lembro dele e desse dia. Eu e mais três amigas estávamos muito, mas muito curiosas para saber como era beijar um menino de aparelho. Mas tão curiosas que tomamos coragem e falamos isso para ele. Aí o Dico, menino de bom coração (tom de ironia), topou nos ajudar. Disse que se a gente quisesse ele beijava todas! Não podíamos perder esta oportunidade. Não sabíamos quando iríamos conhecer outro menino de sorriso metálico. Tomamos mais coragem, coração acelerado, nervoso na barriga, sorriso de quem estava aprontado no rosto e fizemos uma fila. E o Dico mandou um beijão em cada uma.

- Que nojo mãe! Você é muito doida!
- Mas eu fui a primeira da fila. E o beijo do Dico com aparelho era a mesma coisa de beijo sem aparelho.
- Sério mãe, eu vou mesmo ter que ficar com esse treco na boca por dois anos?!

Dói o coração ver a filha nessa sofrência.

Vai minha linda. E você vai se acostumar, se adaptar. Hoje pode parecer uma eternidade, mas você vai ver que passa rápido. Você vai sorrir como sempre sorriu, vai beijar. Já que tem que usar esses ferrinhos loucos, use e abuse! Divirta-se! Aproveite! Troque as borrachinhas à vontade. Seja meio louca e construa histórias para contar.


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